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O estudo do Instituto Francês de Estudos Demográficos estima também que, em meados do século, a população da Ásia chegará aos 5,3 mil milhões de pessoas, a África albergará 2,5 mil milhões de seres humanos – o equivalente a ¼ da população mundial – e que as Américas atingirão os 1,2 mil milhões de habitantes. Atualmente, o planeta é habitado por 7,1 mil milhões de pessoas.
Outras estimativas populacionais para 2050 são apresentadas na notícia “World Population to reach 9,7 billion by 2050 new study predicts”, do The Telegraph
in:Naturlink
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Em 2009, um utilizador do Google Earth percebeu que a ilha de Galesnjak, na Croácia, tinha a forma de um coração. A descoberta rapidamente ultrapassou fronteiras e tornou-se num fenómeno viral.
Situada na costa croata do Adriático – e inabitada -, a ilha começou rapidamente a ser conhecida como a Ilha do Amor – e nem o recente corte de árvores diminuiu o interesse do público por Galesnjak. Interesse que se reacendeu quando, na imagem de satélite actualizada, se percebeu que a ilha perdeu algumas árvores. Segundo o proprietário da ilha, Tonci Juresko, o corte tem como objectivo a plantação de oliveiras na ilha. “Vou plantar oliveiras, a ilha vai ficar ainda mais bonita”, explicou Juresko ao site Jutarnji List.
Serão plantadas 250 novas árvores e o embarcadouro, construído há 80 anos pelo avô de Tonci, será restaurado.
O proprietário de Galesnjak admitiu também já ter recusado, “várias vezes”, realização de casamentos na ilha, uma vez que esta não tem condições para receber eventos: trata-se de uma ilha rochosa, de difícil acesso.
“Tenho a certeza que ainda iremos receber um casamento na ilha. Tentámos organizar um passeio de Dia dos Namorados, mas é apenas um dia por ano, não seria muito rentável”, explicou. Há quem diga que este corte de árvores tem como objectivo tornar a ilha mais “visitável”, proporcionando a Tonci a aposta nos casamentos e turismo.
A ilha é um dos raros fenómenos objectos naturais em forma de coração do mundo, tendo a sua curiosa geografia sido descoberta no século XIX, pelo cartógrafo de Napoleão, Charles-François Beautemps-Beaupré.
Sala Silvermine, Sweden
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As alterações climáticas estão a provocar o deslocamento do Pólo Norte, devido a alterações súbitas na rotação da Terra que resultam do derretimento de geleiras. A descoberta sugere que a monitorização da posição do polo pode tornar-se numa nova ferramenta para rastrear o aquecimento global.
Segundo o Planeta Sustentável, várias simulações em computador já tinham sugerido que o derretimento de gelo e o consequente aumento do nível do mar poderiam afectar a distribuição de massa da superfície da Terra. Isto, por sua vez, levaria a um deslocamento do seu eixo, um efeito confirmado pelas mensurações das posições dos pólos.
Agora, Jianli Chen, da Universidade do Texas-Austin, e os colegas mostraram que o derretimento devido a emissões de gases estufa também está a fazer a sua contribuição para o fenómeno.
A oscilação do eixo do planeta é uma combinação de dois componentes principais, cada um com sua causa. Um é a chamada oscilação de Chandler, e acredita-se que aconteça pelo facto de a Terra não ser rígida. Outra é a oscilação anual, relacionada com a órbita à volta do sol.
Desde que as observações começaram, em 1899, o local do Pólo Norte tem-se mexido 10 centímetros em direcção ao sul por ano, ao longo da latitude 70 oeste. Isto deve-se a mudanças na distribuição da massa da Terra.
No entanto, a equipa de Chen descobriu que, em 2005, esta oscilação sofreu uma alteração abrupta e começou um movimento para leste, o que resultou em cerca de 1,2 metros deste então. Este facto estará directamente relacionado com o rápido derretimento das geleiras, observa o Newstrack India.
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O Árctico é um ecossistema único e significativo a nível global e está a ser rapidamente transformado pelas acções humanas. As alterações climáticas antropogénicas estão a provocar o degelo das calotes polares, o que deixa cada vez mais extensões do Oceano Árctico livres de gelo.
Este acontecimento é propício para as grandes petrolíferas, como a Shell ou a Gazprom, vêem aqui novas oportunidades de exploração. Se um derrame de crude ocorre-se ao nível árctico, os danos seriam devastadores a uma escala global.
Na Nova Zelândia estão a ocorrer desenvolvimentos semelhantes aos que ocorreram recentemente na Rússia e que levaram à detenção de 30 activistas da Greenpeace, que ficaram conhecidos como os Arctic 30. A Zona Económica Exclusiva (ZEE) da Nova Zelândia é 15 vezes maior que o território do país, e estende-se desde a região subtropical à região subárctica. Tal como o Árctico, também a ZEE da Nova Zelândia suporta uma grande variedade de espécies e está a tornar-se num ponto de atractividade para a exploração petrolífera.
Se no Árctico as petrolíferas têm de lidar com as condições polares extremas, na Nova Zelândia as profundezas oceânicas vão testar os limites das tecnologias de perfuração. A reserva de petróleo offshore mais profunda da Nova Zelândia está a cerca de 125 metros abaixo do nível das águas do mar. Porém, daqui a poucas semanas, a petrolífera norte-americana Anadarko vai iniciar a exploração de um poço a 1500 metros de profundidade, no Mar da Tasmânia. Este poderá ser um dos primeiros poços a esta profundidade que poderão vir a ser explorados nos próximos anos nesta região do globo, refere o The Ecologist.
Para agilizar a corrida ao petróleo na ZEE da Nova Zelândia está em curso um processo legislativo para remover os direitos de consulta pública em relação às propostas da Nova Zelândia para a exploração de novos poços offshore. Em Maio de 2013, o parlamento neozelandês aprovou uma lei que proíbe as manifestações em embarcações ou plataformas superiores a 500 metros dentro da ZEE. As multas por infringir a lei podem ser pesadas e podem dar direito até um ano de prisão. Tal como a resposta do Governo russo, a mensagem do Executivo da Nova Zelândia é clara: a oposição à exploração petrolífera não é bem-vinda.
Segundo o Governo neozelandês, o país está preparado para lidar com um derrame petrolífero e as vagas promessas de criação de emprego e impulso da economia feitas pela petrolífera e pelos governantes podem não compensar os riscos. Apesar da chegada eminente das sondas de perfuração da Anadarko, está ainda por revelar um estudo sobre o impacto da exploração, realizado pela Agência de Protecção Ambiental da Nova Zelândia.
Foto: mdid / Creative Commons
in: Green Savers
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As listas fazem parte da época natalícia, e a Quercus não foge à regra. A ONG ambiental acabou de publicar as suas 17 dicas para um Natal mais sustentável, que privilegia o comércio de proximidade, consumo moderado e baseado na reutilização de materiais.
“Em contagem decrescente para o Natal, a Quercus apresenta, como já é hábito nesta quadra, recomendações simples para reduzir o impacte ambiental desta época festiva, associado nomeadamente ao aumento do consumo e da produção de resíduos”, explica a ONGA em comunicado.
Veja as 17 dicas da Quercus para esta época festival, enquadradas por temas. São, na verdade, conselhos para todos os dias do ano, e não apenas os mais especiais.
Decoração
1. Quem optou por uma árvore natural em vaso deverá tentar que seja de uma espécie autóctone e proveniente de um viveiro legal. Esta opção permite que, após uma ou mais utilizações, a árvore possa ser plantada no solo. Alguns viveiros já efectuam o aluguer de pinheiros e de outras árvores apenas por um período específico e essa poderá ser uma boa opção para quem não pretende manter a árvore por muito tempo.
Outra excelente opção passa por usar como árvore de Natal os ramos provenientes de podas e cortes feitos na floresta de forma responsável, na medida em que estes não implicam o corte ou o abate de árvores, podendo estes resíduos ser compostados após o Natal.
2. Para a decoração de Natal, não devem ser utilizados elementos naturais provenientes de espécies em perigo, como o azevinho silvestre; em alternativa deve procurar-se os viveiros autorizados que produzam artificialmente esta planta em vaso, tentando usá-la viva. No entanto, a escolha deve recair sobretudo sobre outras plantas não ameaçadas, privilegiando os elementos também provenientes de podas e cortes feitos de forma responsável e que garantam a sobrevivência futura desses espécimes.
A alternativa poderá passar por uma decoração artificial, apostando-se no uso de materiais resistentes, de forma a que se possam reutilizar no futuro.
3. Os enfeites e adereços natalícios devem ser bem mantidos e guardados até ao próximo ano, de modo a permitir a sua reutilização; uma boa ideia para renovar a decoração é promover a troca de enfeites entre familiares ou amigos no próximo Natal.
4.- Quanto à iluminação, seja da árvore ou da varanda, apesar de já ser maioritariamente de tecnologia LED, deve ser utilizada de forma racional, desligando-se durante a noite ou quando não está ninguém em casa;
Presentes
5. Quando viável, devem ser utilizados os transportes públicos nas deslocações às compras, reforçando-se aqui a mais-valia de comprar perto de casa, aproveitando, por exemplo, a cada vez maior ocorrência de feiras e mercados locais;
6. Deve privilegiar-se produtos úteis, duráveis, educativos, com pouca embalagem e inócuos em termos de substâncias perigosas;
7. O papel de embrulho e os sacos para as prendas devem ser reutilizados sempre que possível;
8. Na oferta de:
8.1. Prendas alimentares: a escolha deverá recair sobre produtos de origem nacional (vinhos, azeite, artesanato, doçaria tradicional, frutos secos), sendo de preferir os produzidos em modo de produção biológica;
8.2. Produtos de perfumaria, cosmética ou higiene pessoal: deve-se escolher marcas com produtos naturais, biológicos e que não fazem testes em animais (consultar a listagem disponibilizada pela Liga Portuguesa dos Direitos do Animal).
8.3. Equipamentos eléctricos e electrónicos: é importante pesquisar previamente quais as marcas mais seguras e ambientalmente mais sustentáveis (consultar páginas da Greenpeace e do projecto Topten.pt da Quercus);
9. Quando não se sabe o que oferecer, uma opção poderá ser a oferta de uma inscrição como sócio de associações cívicas (como por exemplo Associações de defesa do Ambiente) ou de um donativo a uma determinada causa ou projeto (apadrinhando um animal selvagem, por exemplo).
Os cheques-prenda são uma boa opção, estando disponíveis em livrarias, teatros; lojas de roupas ou de outros bens.
10. A par das ofertas a familiares e amigos, é possível ajudar quem mais precisa sem gastar dinheiro. Por exemplo, através de campanhas de solidariedade social ou oferecendo objectos sem uso em plataformas de trocas ou doações.
Mesa de Natal
11. De modo a evitar o desperdício de alimentos, deve ser feita uma lista de compras daquilo que é mesmo necessário, tendo em conta o número de pessoas que participam na Ceia ou almoço de Natal.
12. Seja para economizar ou evitar um maior consumo de produtos embalados, o melhor é confeccionar a maior parte dos pratos e sobremesas em casa, privilegiando produtos locais/regionais/nacionais, adquiridos no comércio local e, se possível, de origem biológica e/ou do provenientes de redes de comércio justo.
13. Algumas cooperativas locais promovem a compra de cabazes de produtos locais, privilegiando o contacto directo entre produtor e consumidor, e reduzindo a pegada de carbono destes alimentos.
14. Na altura de pôr a mesa, deve-se optar por louça lavável e atoalhados de tecido, renunciando aos utensílios descartáveis.
Resíduos no sítio certo
15. A filosofia da reutilização deve ser aplicada sempre que possível, desde o papel de embrulho e dos adereços, aos sacos, frascos, caixas e outros recipientes com potencial de reaproveitamento.
16. Entre o que não for possível reaproveitar, deve ser feita a separação selectiva das embalagens – papel/cartão, plástico, metal – embora seja essencial aguardar alguns dias até depositá-las no ecoponto, de modo a evitar acumulações nos contentores.
17. O conselho anterior aplica-se também ao lixo indiferenciado, que deve ser depositado com cautela e apenas em contentores com capacidade, devendo-se antes comprovar que o município está a fazer recolha de lixo durante estes dias; no caso da cidade de Lisboa, por exemplo, este cuidado deve ser redobrado perante a anunciada greve dos serviços higiene e limpeza urbana no Natal.
Foto: paparutzi / Creative Commons
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Cabeça, no concelho de Seia, saiu do anonimato em Julho passado, quando o Economia Verde a apresentou como a primeira aldeia LED portuguesa. Agora, a pequena aldeia de 180 habitantes quer exportar a aposta da sustentabilidade para o período natalício, através de um evento que promove “o Natal mais ecológico do País”.
O evento decorre entre 29 de Novembro e 5 de Janeiro e conta com o forte envolvimento da comunidade da aldeia, que criará cenários inspirados no imaginário do Natal, na natureza, biodiversidade e respeito pelo ambiente.
“O certame propõe uma experiência única através da história, saberes e sabores da Serra da Estrela, um evento inovador assente na simplicidade da montanha, onde apenas prevalece a tradição do presépio, sem alusão ao Pai Natal”, explica o gabinete de comunicação do Município de Seia.
Promovido pelo conselho directivo dos Baldios de Cabeça, o evento resulta de uma candidatura submetida pelos habitantes da aldeia ao Orçamento Participativo de Seia, uma acção que faz parte do Agenda 21 local.
A ideia tem na sustentabilidade e promoção do território a sua origem. “É um programa inovador e inclusivo, iniciado há dois anos e que impulsiona as comunidades locais a participarem na dinamização e valorização do território e das suas gentes”, explica o presidente da Câmara de Seia, Carlos Camelo.
O projecto vai receber €5 mil do orçamento camarário, e poderá dar um impulso importante ao turismo de natureza da aldeia. No entanto, e segundo Ricardo Mendes, o projecto pretende sobretudo valorizar a floresta e preservar a natureza.
Assim, cerca de 90% dos materiais utilizados nos enfeites provêm de desperdícios da floresta, resultantes da limpeza das matas. “[Queremos] ajudar a consolidar a floresta e o excesso de densidade da floresta”, explicou Ricardo Mendes.
Recorde o Economia Verde sobre o LED de Cabeça.
in: Green Savers
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